Scuola di Atenas

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Scuola di Atenas, Rafael
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quarta-feira, 29 de junho de 2011

A escola primária*

A educação propriamente dita começa sempre após os sete anos, idade em que a criança é enviada às escolas. Até então se trata apenas de criação, a criança é “alimentada” em casa e permanece entregue às mulheres. A criança inicia-se já na vida social, mediante a forma das boas maneiras a adquirir, como da civilidade pueril e correta; já se procura impor-lhe certa disciplina moral, e já também, começa a iniciação à tradição cultural onde são passadas para as crianças literatura e música local.
Esses anos são antes de tudo consagrados ao recreio: os textos, os monumentos figurados, os brinquedos encontrados nas tumbas permitem-nos evocar os folguedos da criança grega, onde também se estimula a coordenação motora.
Na Grécia não há escola material propriamente dita: esta é uma instituição completamente moderna, aparecida no mais sombrio da barbárie industrial, quando o trabalho das mulheres tornou necessária a organização de creches destinadas a assegurarem às mães a “liberdade” de atender ao apelo da fábrica.
A primeira infância desenvolve-se na antiguidade sob sigilo da mais amável espontaneidade: a criança é abandonada a seus instintos e desenvolve-se livremente. A criança por si mesma e como tal teria parecido aos antigos um cuidado verdadeiramente inútil.
Na época helenística, apenas filhos de reis puderam receber os cuidados de preceptores (pedagogos) particulares. O papel deste é em princípio modesto: é um simples escravo, encarregado de carregar a pequena bagagem de seu jovem amo. Também estende sua função além desta proteção negativa: ensina à criança as boas maneiras, forma seu caráter e sua moralidade, é toda educação moral que está confiada no “pedagogo”.
No período helenístico as escolas já se difundiam e espalharam-se pelas cidades gregas e centros rurais, salvo o caso onde, como Mileto ou Teos, as escolas se tornaram públicas e onde o mestre, eleito pela assembléia dos cidadãos, participa da dignidade de magistrado público, ser instrutor é um “ofício” pago, porém mal pago.
As eleições para este cargo não exige do candidato nenhum título e os eleitores são simplesmente incumbidos de escolher, conscientemente “os mais capacitados de ocupar-se com crianças”.
De acordo com Mileto e Teos, em país verdadeiramente grego, pode-se admitir que normalmente todas as crianças de condição livre freqüentam as escolas.
As escolas primárias provavelmente se assemelhavam as nossas: salas com mobilías onde o ensino era dado, com um mestre responsável pela classe, porém a importância e o valor dado à escola e sua centralidade era oposta aos dias de hoje. Durante toda a antiguidade, o magistério nas escolas primárias não era uma ocupação de grande prestígio. Apesar de ser exercida por homens, não trazia fortuna para seus praticantes. Isso porque, o letramento não era tido como uma tarefa honrosa, pois o central na educação grega era a formação moral, de um caráter e um gosto refinado. Então, o ato de ler e escrever era visto como algo técnico, não como uma educação no sentido pleno do termo.